domingo, 2 de junho de 2013

A Poesia do Negócio

Tão poético esta vida
Que em uma noite escura fria
O sangue da bela escorre
Enquanto palavra de sangue discorre
Ela ali, eu acolá
Escrevendo com uma pena afogada em sangue
Seu corpo distendido no sofá
Eu ereto batucando na cadeira de mangue
Seu pescoço, orifícios sorridentes
Minha boca, poços incandescentes 
E a bela prostituta morta
Enquanto as notas voavam sem volta
Levantei, arrastando a pesada cadeira
Deixando para trás a poesia e a carteira
E também uma bela adormecida, ciente
Que teve o azar de um vampiro cliente
- Dedos Azuis