quarta-feira, 22 de maio de 2013

Samael


Apontaram para mim e desabaram em risadas.

Lá estava meu corpo, esticado e destruído. Minha boca tinha o gosto ferroso do sangue e meu rosto a dolorosa dor da humilhação.

“Morte, Morte, Morte…” As vozes ecoavam, furiosas. Tão furiosas quanto as figuras que as proferiam.

O fogo atingiu meus pés. Sim, Ele sabia tão bem quanto eu, fui derrotado.

As criaturas que formavam a grande roda estabilizaram-se, mudas.

A grande forma pálida aproximou-se e com suas mãos magras retirou o capuz que envolvia seu crânio. Proferiu algumas palavras inaudíveis e disse:
“Dessa vez, sua hora chegou, Sr. Robins. Ninguém pode viver por tanto tempo.”

Meus joelhos queimaram e caí.

Gritei pela Morte, mas ela se recusou à descer.

Gritei por Deus, mas Ele me ignorou.

Gritei pelo Diabo, o Pastor Negro, que me acolheu de braços abertos.

- Lágrimas de Gasolina