domingo, 19 de maio de 2013

Origamis


A  primeira gota tocou minha testa. Articulei minha boca com voracidade e chinguei.

Mas, ao invés de preocupar-me com os pingos em cima de mim, olhei para frente. Porém, sabemos que quando olhamos para um horizonte chuvoso, vemos uma chuva acumulada de nosso ponto de partida até o objeto focal, e não a real quantidade de chuva.

O pouco, de repente tornou-se excessivo, mesmo sendo pouco. Ao parar de me importar com o momentâneo e viver a longo prazo, toda a chuva do mundo caiu sobre mim.

E o mesmo se aplica aos problemas; acreditamos que estamos sendo sufocados quando temos pequenos empecílios, pois não vivemos os problemas do presente. Vivemos os problemas que já aconteceram, que acontecem, e que vão acontecer. Vemos a chuva pelo horizonte, e simplesmente esquecemos de olhar para cima.

Se bem que… A chuva é um horizonte de problemas quando você é um homem feito de papel…

- Dedos Azuis