Dobrei meu corpo sobre os joelhos para adimirar o pequeno artrópode: uma linda borboleta azul dançava uma solitária valsa por entre os ramos da roseira de minha casa. Por fim, parou em uma pequena petála e abriu suas asas ao sol.
Torci o pescoço, em busca de compreensão para tamanha beleza em algo tão pequeno, diminuto. Mas, afinal, o que é a beleza?
Seria a idealização de uma imagem, um desconhecido anseado, ou simplesmente a afinidade por aquilo que é semelhante à nós? Se mostraria como belo tudo aquilo que nos cerca e que estamos acostumados? Tudo aquilo que fora imposto para nós como belo, e assim por sequente?
E assim o resultado do feio seria simplesmente o novo? O estranho? Todos os que são diferentes de nós, todas as culturas e fisionomias todos os mais diversos organismos e sistemas, todos os que se mostram com características distantes da massa chamada “normal” seria reconhecidos e clamados por sua falta de beleza?
Seria o ser humano tão hipócrita, que ele mesmo minoria, classifica o que é periférico a sua população como inferior intelectual e anatomicamente? E disso por sequente todo o critério adornado pela beleza destruído por um simples padrão de normalidade?
Segurei a borboleta pela asa e a comi. Azul, azul. Que cor deliciosa.
- Dedos Azuis
Nenhum comentário:
Postar um comentário