"Mas já são quase nove horas."
"Amanhã eu começo."
"Nossa, hoje é dia 27."
"Eu tenho o resto do mês pra fazer."
"Pode ser na segunda?"
"No ano que vem eu vou emagrecer."
"Eu te entrego no mês que vem, eu prometo."
"Não vou poder ir hoje, não dormi muito bem essa noite."
"Hoje eu estou cansado demais para isso."
"Quem sabe na próxima?"
"Só mais 15 minutinhos."
"Não perturbe seu pai, ele trabalhou o dia todo hoje."
"Primeiro o dever e depois o lazer."
"Quando você for mais velho poderá ficar acordado até tarde."
"Passei trinta minutos nesta fila."
"Maldição. Não acredito que perdi o ônibus."
"Esqueci de ligar para a minha namorada."
"Como você pode passar tanto tempo na frente da televisão?"
"Saia deste computador!"
"Não perca seu tempo com ele."
"Vamos correr no parque?"
"Amanha será um novo dia!"
"Hoje não estou disponível."
"Que tal irmos jantar fora?"
"Feliz aniversario atrasado!"
"Acho que esqueci as minhas chaves no carro."
"Devia ter estudado mais."
"Feliz ano novo!"
- Lágrimas de Gasolina
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domingo, 28 de dezembro de 2014
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
Feliz Natal
Hoje eu percebi como as coisas andam perdendo as cores.
Não só hoje em especial, mas hoje era para ser especial, porra. Hoje é Natal, afinal.
Me lembro dos presentes que ganhei, laços bonitos e laços feios, grandes e pequenos, coloridos e foscos, de todos os tipos, todos se presenteando, todos sorrindo e gritando:
"Feliz Natal! Feliz Natal!"
Me lembro das cadeiras cheias. Das mesas fartas. Das crianças correndo e eu era uma delas.
Era tudo muito bonito.
Estou sentado, não sinto o sono. Sinto a insonia e a falta de vontade.
Vejo a falsidade, não vejo as cores, uma cadeira vazia logo ali.
A sala não está mais tão cheia quanto o ano passado.
Um primo que viajou, um avô que se foi. Um pai estressado.
"Ele não gostou do presente."
Não sei por que eu não via essas coisas quando era menor.
Minha pequena cabeça trabalhava para encontrar laços bonitos e presentes grandes.
Parece que ela já não funciona desse jeito.
"Vou ter que trabalhar no Natal."
Estamos perdendo a humanidade, o amor, o significado. O Natal nunca foi tão vazio.
Estou envelhecendo e as outras pessoas tambem.
Não me preocupo mais com o que vou ganhar.
Não me preocupo mais com os presentes.
Vejo as crianças correndo. Não sou uma delas.
"Volte aqui! Pare de chorar!"
Para onde foi a inocencia?
Para onde foram as cores?
Para onde foi a magia?
Para onde foi o Natal?
"Estamos indo. Boa noite, obrigado por tudo!"
Nunca precisei agradecer antes. Simplesmente pegava meus presentes e ia embora.
Sorrindo como a criança brincalhona que era.
Vejo um resto de magia e ela está refletida nas crianças.
Será que eu transmitia essa mesma sensação?
Transmitia, porque não transmito mais.
Sou apatico.
"Precisamos ir."
"Vou logo em seguida. Podem apagar as luzes."
Mas, que luzes?
- Lágrimas de Gasolina
FELIZ NATAL!
Não só hoje em especial, mas hoje era para ser especial, porra. Hoje é Natal, afinal.
Me lembro dos presentes que ganhei, laços bonitos e laços feios, grandes e pequenos, coloridos e foscos, de todos os tipos, todos se presenteando, todos sorrindo e gritando:
"Feliz Natal! Feliz Natal!"
Me lembro das cadeiras cheias. Das mesas fartas. Das crianças correndo e eu era uma delas.
Era tudo muito bonito.
Estou sentado, não sinto o sono. Sinto a insonia e a falta de vontade.
Vejo a falsidade, não vejo as cores, uma cadeira vazia logo ali.
A sala não está mais tão cheia quanto o ano passado.
Um primo que viajou, um avô que se foi. Um pai estressado.
"Ele não gostou do presente."
Não sei por que eu não via essas coisas quando era menor.
Minha pequena cabeça trabalhava para encontrar laços bonitos e presentes grandes.
Parece que ela já não funciona desse jeito.
"Vou ter que trabalhar no Natal."
Estamos perdendo a humanidade, o amor, o significado. O Natal nunca foi tão vazio.
Estou envelhecendo e as outras pessoas tambem.
Não me preocupo mais com o que vou ganhar.
Não me preocupo mais com os presentes.
Vejo as crianças correndo. Não sou uma delas.
"Volte aqui! Pare de chorar!"
Para onde foi a inocencia?
Para onde foram as cores?
Para onde foi a magia?
Para onde foi o Natal?
"Estamos indo. Boa noite, obrigado por tudo!"
Nunca precisei agradecer antes. Simplesmente pegava meus presentes e ia embora.
Sorrindo como a criança brincalhona que era.
Vejo um resto de magia e ela está refletida nas crianças.
Será que eu transmitia essa mesma sensação?
Transmitia, porque não transmito mais.
Sou apatico.
"Precisamos ir."
"Vou logo em seguida. Podem apagar as luzes."
Mas, que luzes?
- Lágrimas de Gasolina
FELIZ NATAL!
domingo, 23 de novembro de 2014
Blocos
Talvez qualquer dia, eu encontre de novo.
Talvez qualquer dia, eu consiga trazer de volta aquilo que te trouxe para mim.
Eu fiquei confuso, sozinho. Ela apareceu, surgiu como o vento, empurrou algumas coisas e foi embora.
Eu tenho a estrutura forte. Tenho um muro emocional dentro de mim.
Ando pensando muito em tudo o que aconteceu, tudo o que fiz de errado. Revisei tudo, de ponta à ponta, e nada.
Não encontrei uma falha minha se quer.
Mas quem sabe? Quem sabe o problema não seja eu? Será que no começo ela não reparou no problema que estava adquirindo?
Será que demorou tanto tempo assim, inversamente proporcional ao meu apego?
Algumas vezes se passaram. Ela disse que não queria mais.
Foi embora.
Deixou uma magoa e uma ferida. Uma tristeza e um vazio.
A maior injustiça foi que eu nem ao menos soube o porque. Não deu satisfação, e nem devia.
Eu sei que essas coisas acontecem com todos o tempo todo. Todo mundo já teve uma decepção aqui e ali.
Mas eu não tenho medo do que está por vir. O meu medo provem de assuntos muito mais pessoais.
Sinto que estou perdendo a capacidade de amar.
Estou me transformando cada vez mais naquilo que um dia eu jurei combater. Estou me transformando em um monstro sentimental, um devorador de emoções.
Não sinto mais vontade de ter alguém, não sinto mais vontade de agradar, não sinto mais vontade de amar.
Eu só quero à mim, só quero o eu. Pensar em mim, sempre.
Não sou um merda de um egoísta, mas sim, fruto de decepções.
E quando eu disse que era formado em rejeição. Eu não havia mentido. Eu não minto.
Hoje, não sou mais formado em rejeição.
Hoje, sou mestre e tenho pós em reciprocidade. Meu material de trabalho são cimento e tijolos.
Semearei bondade e colherei afeto.
Caminharei com quem caminha comigo. Lutarei por quem luta por mim.
Amarei quem me ama e destruirei quem quiser me destruir,
Minha alma está acinzentada como um tufo de algodão usado.
Não permitirei que nenhuma outra pessoa a escureça mais, não terão chance, pois não a darei.
É apenas mais um bloco no muro.
Apenas mais um bloco.
- Lágrimas de Gasolina
Talvez qualquer dia, eu consiga trazer de volta aquilo que te trouxe para mim.
Eu fiquei confuso, sozinho. Ela apareceu, surgiu como o vento, empurrou algumas coisas e foi embora.
Eu tenho a estrutura forte. Tenho um muro emocional dentro de mim.
Ando pensando muito em tudo o que aconteceu, tudo o que fiz de errado. Revisei tudo, de ponta à ponta, e nada.
Não encontrei uma falha minha se quer.
Mas quem sabe? Quem sabe o problema não seja eu? Será que no começo ela não reparou no problema que estava adquirindo?
Será que demorou tanto tempo assim, inversamente proporcional ao meu apego?
Algumas vezes se passaram. Ela disse que não queria mais.
Foi embora.
Deixou uma magoa e uma ferida. Uma tristeza e um vazio.
A maior injustiça foi que eu nem ao menos soube o porque. Não deu satisfação, e nem devia.
Eu sei que essas coisas acontecem com todos o tempo todo. Todo mundo já teve uma decepção aqui e ali.
Mas eu não tenho medo do que está por vir. O meu medo provem de assuntos muito mais pessoais.
Sinto que estou perdendo a capacidade de amar.
Estou me transformando cada vez mais naquilo que um dia eu jurei combater. Estou me transformando em um monstro sentimental, um devorador de emoções.
Não sinto mais vontade de ter alguém, não sinto mais vontade de agradar, não sinto mais vontade de amar.
Eu só quero à mim, só quero o eu. Pensar em mim, sempre.
Não sou um merda de um egoísta, mas sim, fruto de decepções.
E quando eu disse que era formado em rejeição. Eu não havia mentido. Eu não minto.
Hoje, não sou mais formado em rejeição.
Hoje, sou mestre e tenho pós em reciprocidade. Meu material de trabalho são cimento e tijolos.
Semearei bondade e colherei afeto.
Caminharei com quem caminha comigo. Lutarei por quem luta por mim.
Amarei quem me ama e destruirei quem quiser me destruir,
Minha alma está acinzentada como um tufo de algodão usado.
Não permitirei que nenhuma outra pessoa a escureça mais, não terão chance, pois não a darei.
É apenas mais um bloco no muro.
Apenas mais um bloco.
- Lágrimas de Gasolina
sábado, 12 de julho de 2014
Maria
E quando a morte se torna clichê e o amor se torna banal?
E quando as coisas deixam de fazer sentido, mas você não se importa?
Será que é isso o que chamam de crise existencial?
Sinto que meus sentimentos estão amordaçados. Minha mente direciona uma foice na direção do meu coração, dizendo:
"Controla teus hábitos, pobre infeliz. Não quero perder mais nenhuma noite de sono."
E assim se fez e assim se faz.
Estou amordaçado. Não digo mais o que não preciso dizer. Não tento demonstrar o que não sinto.
Me tornei frio, calculista. Me tornei um monstro que jurei jamais me tornar um dia.
Me transformei no mais podre dos tipos. Não sinto pela perda, mas a respeito, de forma intima, mas a respeito mesmo assim.
Me calei, blindei minhas defesas, me tornei forte. Mas até quando essa força será uma vantagem?
Até quando manterei minhas emoções sobre controle?
Fui destruído e me reconstruí. Me apoderei dos detritos que restaram dentro de mim e construí uma barricada impenetrável.
Eu não sou assim, nunca fui e espero que isso acabe.
Foi um monstro deste, do pior tipo, que me tornou assim.
Não, a culpa não foi só sua. Me lembro bem, de ver o ser mais valioso para mim, em um leito de definhamento e eu nada podendo fazer. Senti, com uma intensidade muito superior, a dor que é ter em mente que um dia eu vá perder tudo que amo. Principalmente ela.
Foi a partir daquele momento, naquela manhã, que eu percebi que nem todas as dores já sentidas seriam superiores a perder você.
A partir daquele momento, eu comecei a dar valor ao que realmente importa. Deixei de lado minhas ilusões, deixei de lado minhas asneiras, abri mão de minhas manias.
Eu me transformei no filho da reciprocidade. Sinto pelos que sentem, amo pelos que amam.
- Lágrimas de Gasolina
E quando as coisas deixam de fazer sentido, mas você não se importa?
Será que é isso o que chamam de crise existencial?
Sinto que meus sentimentos estão amordaçados. Minha mente direciona uma foice na direção do meu coração, dizendo:
"Controla teus hábitos, pobre infeliz. Não quero perder mais nenhuma noite de sono."
E assim se fez e assim se faz.
Estou amordaçado. Não digo mais o que não preciso dizer. Não tento demonstrar o que não sinto.
Me tornei frio, calculista. Me tornei um monstro que jurei jamais me tornar um dia.
Me transformei no mais podre dos tipos. Não sinto pela perda, mas a respeito, de forma intima, mas a respeito mesmo assim.
Me calei, blindei minhas defesas, me tornei forte. Mas até quando essa força será uma vantagem?
Até quando manterei minhas emoções sobre controle?
Fui destruído e me reconstruí. Me apoderei dos detritos que restaram dentro de mim e construí uma barricada impenetrável.
Eu não sou assim, nunca fui e espero que isso acabe.
Foi um monstro deste, do pior tipo, que me tornou assim.
Não, a culpa não foi só sua. Me lembro bem, de ver o ser mais valioso para mim, em um leito de definhamento e eu nada podendo fazer. Senti, com uma intensidade muito superior, a dor que é ter em mente que um dia eu vá perder tudo que amo. Principalmente ela.
Foi a partir daquele momento, naquela manhã, que eu percebi que nem todas as dores já sentidas seriam superiores a perder você.
A partir daquele momento, eu comecei a dar valor ao que realmente importa. Deixei de lado minhas ilusões, deixei de lado minhas asneiras, abri mão de minhas manias.
Eu me transformei no filho da reciprocidade. Sinto pelos que sentem, amo pelos que amam.
- Lágrimas de Gasolina
terça-feira, 8 de julho de 2014
Mágica
Como num passe de magica.
As cortinas se fecharam.
O show acabou.
O sol se recolheu.
Arregacei as mangas pra poder fazer o que faço de melhor. Esquecer.
Ali não existe mais o que existiu.
A criança que cresceu, envelheceu.
Logo surgiu uma nova flor naquele campo de odio.
Num passe de magica.
As luzes se foram.
Como sempre acontece, se foram. Eu só não estava preparado, mas o mais incrivel é que quando aconteceu não deixou sequela. Não deixou rancor. Nem magoa.
Por que me amargurar por perder algo que nunca me pertenceu.
Sim, eu sei que ela é um espirito livre. Sempre foi.
Jaulas não a aprisionaram. As escolas tambem não conseguiram. Quem dirá a selva de pedra.
Nem mesmo o coração de um pobre apaixonado poderia segura-la, afinal, ela é como uma força da natureza, indomável, inatingível, incontrolável e descontrolada.
Dizem que é a minha cabeça que funciona demais, que eu sou louco por volta e meia.
Eu não sou louco. Eu sou só mais um, mais um que caiu nas garras deste vendaval.
Segure as pontas, as rédeas escaparam.
O cavalo fugiu, levou a natureza e levou o amor.
Destruiu tudo que construí mentalmente.
Ou melhor, fez desaparecer.
Como um passe de magica.
- Lágrimas de Gasolina
Porque minhas lagrimas ardem quando saem, mas queimam quando caem. E a minha dor outrora sentida, não é, nem será, de longe, a maior das dores que estão por vir.
As cortinas se fecharam.
O show acabou.
O sol se recolheu.
Arregacei as mangas pra poder fazer o que faço de melhor. Esquecer.
Ali não existe mais o que existiu.
A criança que cresceu, envelheceu.
Logo surgiu uma nova flor naquele campo de odio.
Num passe de magica.
As luzes se foram.
Como sempre acontece, se foram. Eu só não estava preparado, mas o mais incrivel é que quando aconteceu não deixou sequela. Não deixou rancor. Nem magoa.
Por que me amargurar por perder algo que nunca me pertenceu.
Sim, eu sei que ela é um espirito livre. Sempre foi.
Jaulas não a aprisionaram. As escolas tambem não conseguiram. Quem dirá a selva de pedra.
Nem mesmo o coração de um pobre apaixonado poderia segura-la, afinal, ela é como uma força da natureza, indomável, inatingível, incontrolável e descontrolada.
Dizem que é a minha cabeça que funciona demais, que eu sou louco por volta e meia.
Eu não sou louco. Eu sou só mais um, mais um que caiu nas garras deste vendaval.
Segure as pontas, as rédeas escaparam.
O cavalo fugiu, levou a natureza e levou o amor.
Destruiu tudo que construí mentalmente.
Ou melhor, fez desaparecer.
Como um passe de magica.
- Lágrimas de Gasolina
Porque minhas lagrimas ardem quando saem, mas queimam quando caem. E a minha dor outrora sentida, não é, nem será, de longe, a maior das dores que estão por vir.
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Especial
E quando você já não consegue mais discernir as coisas?
Ou melhor, e quando você não consegue discernir uma coisa, em especial?
Em especial, é a palavra. Sempre existiu e sempre existirá uma questão em especial. Algo que te faça pensar durante as noites. É, você sabe do que eu to falando.
Eu to falando daquela coisa que bate no teu peito quando vem. Que te arrepia quando vê.
Venha caminhando ou em onda. Ah, a onda. No meu caso, ela caminha e quebra sobre a minha coluna.
Eu já não sei discernir o que é, ou pensar em quando tudo isso começou.
Faz quanto tempo que a flor virou espinho? Que o casual virou necessidade?
A sensação de querer que aquilo que eu não entendo venha e me rodeie, sem rodeios.
Não quero ter que ir atrás e correr o risco de me furar com teus espinhos, mas ao mesmo tempo eu preciso ir atrás. Quero ser furado.
Qual é o problema nisso tudo? É tudo tão simples e ao mesmo tempo tão complicado.
"Acorda!" Eles disseram "Não, fica nessa não. O mundo tem muito pra ser vivido, muito pra degustar."
Eu gosto do sabor da duvida e dessa em especial.
Em especial. Essa é a palavra.
Fora do comum, notável, excelente. Palavras que não preenchem as lacunas desta duvida. Duvida que tira minhas noites bem dormidas.
Um dia amanhece como flor, cospe teu néctar em mim, Noutro fura meu peito com teus espinhos.
Meu medo é transformar tudo isso em lembrança. Lembranças estão ai para serem lembradas. Ó, pare com isso. Lembranças são um prato cheio para a infelicidade. Eu escarro nelas ou grito, para meus velhos amigos, numa mesa de bar. Lembranças para serem lembradas, não as quero. Eu escolho o momento à lembrança. O momento, eu o vivo.
Não quero que isso acabe. Sempre procurei e encontrei solução para tudo, porque eu quis, mas desta vez é diferente. Não quero sanar esta duvida. Quero que ela caminhe comigo. Gosto da sensação, mas até quando?
- Lágrimas de Gasolina
Ou melhor, e quando você não consegue discernir uma coisa, em especial?
Em especial, é a palavra. Sempre existiu e sempre existirá uma questão em especial. Algo que te faça pensar durante as noites. É, você sabe do que eu to falando.
Eu to falando daquela coisa que bate no teu peito quando vem. Que te arrepia quando vê.
Venha caminhando ou em onda. Ah, a onda. No meu caso, ela caminha e quebra sobre a minha coluna.
Eu já não sei discernir o que é, ou pensar em quando tudo isso começou.
Faz quanto tempo que a flor virou espinho? Que o casual virou necessidade?
A sensação de querer que aquilo que eu não entendo venha e me rodeie, sem rodeios.
Não quero ter que ir atrás e correr o risco de me furar com teus espinhos, mas ao mesmo tempo eu preciso ir atrás. Quero ser furado.
Qual é o problema nisso tudo? É tudo tão simples e ao mesmo tempo tão complicado.
"Acorda!" Eles disseram "Não, fica nessa não. O mundo tem muito pra ser vivido, muito pra degustar."
Eu gosto do sabor da duvida e dessa em especial.
Em especial. Essa é a palavra.
Fora do comum, notável, excelente. Palavras que não preenchem as lacunas desta duvida. Duvida que tira minhas noites bem dormidas.
Um dia amanhece como flor, cospe teu néctar em mim, Noutro fura meu peito com teus espinhos.
Meu medo é transformar tudo isso em lembrança. Lembranças estão ai para serem lembradas. Ó, pare com isso. Lembranças são um prato cheio para a infelicidade. Eu escarro nelas ou grito, para meus velhos amigos, numa mesa de bar. Lembranças para serem lembradas, não as quero. Eu escolho o momento à lembrança. O momento, eu o vivo.
Não quero que isso acabe. Sempre procurei e encontrei solução para tudo, porque eu quis, mas desta vez é diferente. Não quero sanar esta duvida. Quero que ela caminhe comigo. Gosto da sensação, mas até quando?
- Lágrimas de Gasolina
domingo, 15 de junho de 2014
Veludo
Era fino e liso o tecido,
a pele esquentava cada vez mais
a obsessão era tanta
que não importava quem estava embaixo.
O importante era estar ali.
Me passavam varios nomes na cabeça
exceto o seu.
Você pede para que eu permaneca
mas não convenceu.
O meu ego é tão grande que preencheu
o vazio que você ocupava
não faz falta, nunca fez e nunca fará
sempre foi e sempre será: só eu.
- El Dr. Rios Eguo
- El Dr. Rios Eguo
terça-feira, 29 de abril de 2014
Oi, tudo bem?
Sabe, hoje de manha me perguntaram como eu estava.
Eu respondi que estava bem, mas agora eu parei para pensar nisso.
Será que eu estava bem mesmo?
Eu nunca paro para pensar quando alguém me faz uma pergunta dessas, eu simplesmente respondo e vou embora. Não preciso ficar me estendendo. As pessoas normalmente nem esperam eu responder, parece que elas realmente sabem que eu estou bem e que vou responder que estou bem.
Sera que toda conversa que eu ter daqui pra frente com as pessoas vai se resumir a isso? Uma pergunta retorica e uma resposta retorica? Será que é isso que eles querem dizer com papo furado? Não sei responder, sei lá. Simplesmente, nunca me importei. Mas... Por que agora?
Será que o Joe sabia que eu ficaria sentado nessa poltrona pensando sobre isso a noite toda? Será que o Joe fez isso com a intenção de que eu ficasse em casa? Não, como Joe faria tal coisa? Ele é um imbecil. Jamais arquitetaria um plano desses. Ele deve estar dormindo agora.
Nossas palavras não passam de cascas, no fim das contas. Sim, é isso. Cascas. Palavras são tipo... Tipo o sabor de hortelã de um daqueles cigarros de sabor. Um Câncer saboroso.
E se eu fosse um câncer o tempo todo? Ou será que as pessoas gostam de cascas e de hortelã?
Maldito Joe e suas perguntas retóricas. Ele deve estar trepando com a minha namorada nesse momento.
Isso seria uma pena se eu tivesse uma namorada. Quais são suas intenções, cara?
Sabe de uma coisa? Amanha eu vou responder que não estou bem. É, é isso que eu vou fazer.
Mas será que amanha eu vou estar bem? E se eu estiver?
De qualquer forma.
Boa noite.
- Lágrimas de Gasolina
Eu respondi que estava bem, mas agora eu parei para pensar nisso.
Será que eu estava bem mesmo?
Eu nunca paro para pensar quando alguém me faz uma pergunta dessas, eu simplesmente respondo e vou embora. Não preciso ficar me estendendo. As pessoas normalmente nem esperam eu responder, parece que elas realmente sabem que eu estou bem e que vou responder que estou bem.
Sera que toda conversa que eu ter daqui pra frente com as pessoas vai se resumir a isso? Uma pergunta retorica e uma resposta retorica? Será que é isso que eles querem dizer com papo furado? Não sei responder, sei lá. Simplesmente, nunca me importei. Mas... Por que agora?
Será que o Joe sabia que eu ficaria sentado nessa poltrona pensando sobre isso a noite toda? Será que o Joe fez isso com a intenção de que eu ficasse em casa? Não, como Joe faria tal coisa? Ele é um imbecil. Jamais arquitetaria um plano desses. Ele deve estar dormindo agora.
Nossas palavras não passam de cascas, no fim das contas. Sim, é isso. Cascas. Palavras são tipo... Tipo o sabor de hortelã de um daqueles cigarros de sabor. Um Câncer saboroso.
E se eu fosse um câncer o tempo todo? Ou será que as pessoas gostam de cascas e de hortelã?
Maldito Joe e suas perguntas retóricas. Ele deve estar trepando com a minha namorada nesse momento.
Isso seria uma pena se eu tivesse uma namorada. Quais são suas intenções, cara?
Sabe de uma coisa? Amanha eu vou responder que não estou bem. É, é isso que eu vou fazer.
Mas será que amanha eu vou estar bem? E se eu estiver?
De qualquer forma.
Boa noite.
- Lágrimas de Gasolina
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Derrota
Sabe do que as pessoas gostam?
Sabe do que eu gosto?
Eu gosto de você.
E você? Gosta de si?
E se eu fosse você?
E se essas pessoas fossem irrelevantes?
E se tudo o que aconteceu, não fosse?
E se as coisas tivessem sido diferentes?
Você olharia pelo reflexo do tempo com os mesmos olhos de antes?
Veria um futuro e sorriria?
Ou faria como muitos, abaixaria a cabeça e seguiria em frente?
Seguir em frente. Essa é a frase dita por muitos.
E se não seguir em frente fosse a chave?
A desistência, muitas vezes desencadeia novas probabilidades.
E se essas novas probabilidades dessem frutos?
Você os colheria ou os deixaria apodrecer?
E se apodrecessem? Desistiria novamente?
Até quando o desistir será encarado como derrota? Será que o mundo não vê que a desistencia ou a fuga pode ser encarada como uma nova chance? Uma chance de recomeçar?
As vezes os frutos do sucesso não são tão saborosos quanto os frutos que ainda não provamos, como saber?
Por isso eu digo, abra-se para novas probabilidades. Quebre tuas colunas e parta tuas correntes.
Liberte-se do conceito de vitoria e do conceito de derrota.
Cresça. Aprenda. Erre.
Parta. Fuja. Acovarda-te.
As vezes, a derrota não é o fim, mas sim, uma nova manhã para despertar e lutar.
- Lágrimas de Gasolina, o covarde, o fugitivo, o derrotado. Pronto para voltar e lutar, sempre.
Boa noite.
Sabe do que eu gosto?
Eu gosto de você.
E você? Gosta de si?
E se eu fosse você?
E se essas pessoas fossem irrelevantes?
E se tudo o que aconteceu, não fosse?
E se as coisas tivessem sido diferentes?
Você olharia pelo reflexo do tempo com os mesmos olhos de antes?
Veria um futuro e sorriria?
Ou faria como muitos, abaixaria a cabeça e seguiria em frente?
Seguir em frente. Essa é a frase dita por muitos.
E se não seguir em frente fosse a chave?
A desistência, muitas vezes desencadeia novas probabilidades.
E se essas novas probabilidades dessem frutos?
Você os colheria ou os deixaria apodrecer?
E se apodrecessem? Desistiria novamente?
Até quando o desistir será encarado como derrota? Será que o mundo não vê que a desistencia ou a fuga pode ser encarada como uma nova chance? Uma chance de recomeçar?
As vezes os frutos do sucesso não são tão saborosos quanto os frutos que ainda não provamos, como saber?
Por isso eu digo, abra-se para novas probabilidades. Quebre tuas colunas e parta tuas correntes.
Liberte-se do conceito de vitoria e do conceito de derrota.
Cresça. Aprenda. Erre.
Parta. Fuja. Acovarda-te.
As vezes, a derrota não é o fim, mas sim, uma nova manhã para despertar e lutar.
- Lágrimas de Gasolina, o covarde, o fugitivo, o derrotado. Pronto para voltar e lutar, sempre.
Boa noite.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Fogo
Ontem pela primeira vez chorei.
Lagrimas incandescentes.
Lágrimas escuras e lagrimas pálidas.
Elas deslizaram pela minha bochecha durante o véu noturno.
E caíram sobre o colchão molhado.
Molhado pela chuva da tarde que passou.
Jamais erre, jamais viva pelos outros.
Mas acima de tudo não impeça que os outros vivam.
As pessoas precisam de tempo
As relações precisam de espaço
Mas não de tanto espaço assim
Outra lagrima
Amanha amanhecerei com o edredom em brasas
Melhor do que uma corda enrolada no meu pescoço
Melhor do que ter a espinha quebrado num mergulho de aguas rasas
Apenas pare de pensar no que foi e no que sera
Apenas viva a droga do momento, ela disse.
Não posso.
É contra minha natureza.
Preparar, apontar. Fogo.
- Lágrimas de Gasolina
Lagrimas incandescentes.
Lágrimas escuras e lagrimas pálidas.
Elas deslizaram pela minha bochecha durante o véu noturno.
E caíram sobre o colchão molhado.
Molhado pela chuva da tarde que passou.
Jamais erre, jamais viva pelos outros.
Mas acima de tudo não impeça que os outros vivam.
As pessoas precisam de tempo
As relações precisam de espaço
Mas não de tanto espaço assim
Outra lagrima
Amanha amanhecerei com o edredom em brasas
Melhor do que uma corda enrolada no meu pescoço
Melhor do que ter a espinha quebrado num mergulho de aguas rasas
Apenas pare de pensar no que foi e no que sera
Apenas viva a droga do momento, ela disse.
Não posso.
É contra minha natureza.
Preparar, apontar. Fogo.
- Lágrimas de Gasolina
domingo, 13 de outubro de 2013
Gritar é para os fracos
Dou a volta na casa e urro aos quatro cantos da rosa dos ventos.
A vida não é como ensinaram nos livros.
As pessoas não são boas.
A podridão corrompe cada gota do sangue dos corpos desses filhos das putas.
No inicio eu não estava preparado, foi um choque.
Um choque de realidades, a ilusão aprendida nos livros e os punhos desferidos em minha face.
Malditos, malditos.
Urro mais uma vez, desta vez estou no telhado. O vento escorre pelas minhas orelhas e cabelos.
Filhos das putas.
Urro outra vez. O céu se parte. A realidade se parte. O tempo para.
As crianças choram. Os fracos gritam e os inconsoláveis urram.
Urrem para a realidade. Urrem para aqueles que fazem dela um pesadelo.
Seja inconsolável, serre teus punhos, soque-os no estomago, pise no teu sangue e Urre.
Urre como um bárbaro, como um pesadelo, como o inferno. Seja o inferno e o demônio encarnado. Transforme o transformista, transforme o transformista em cinzas.
Faça-os provar do próprio remédio.
E quando conseguir, não grite, gritar é para os fracos.
Urre.
- Lágrimas de Gasolina
A vida não é como ensinaram nos livros.
As pessoas não são boas.
A podridão corrompe cada gota do sangue dos corpos desses filhos das putas.
No inicio eu não estava preparado, foi um choque.
Um choque de realidades, a ilusão aprendida nos livros e os punhos desferidos em minha face.
Malditos, malditos.
Urro mais uma vez, desta vez estou no telhado. O vento escorre pelas minhas orelhas e cabelos.
Filhos das putas.
Urro outra vez. O céu se parte. A realidade se parte. O tempo para.
As crianças choram. Os fracos gritam e os inconsoláveis urram.
Urrem para a realidade. Urrem para aqueles que fazem dela um pesadelo.
Seja inconsolável, serre teus punhos, soque-os no estomago, pise no teu sangue e Urre.
Urre como um bárbaro, como um pesadelo, como o inferno. Seja o inferno e o demônio encarnado. Transforme o transformista, transforme o transformista em cinzas.
Faça-os provar do próprio remédio.
E quando conseguir, não grite, gritar é para os fracos.
Urre.
- Lágrimas de Gasolina
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quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Felicidade
Ame todas as pessoas que puder, nem que for por um segundo. O amor move o mundo.
Dance sozinho na rua com seu fone, foda-se os outros, os outros sempre vão julgar você.
Vá em todas as festas que puder, um dia você só será convidado para velórios.
Não se arrependa das coisas que fez, se arrependa por não ter feito o que quis.
Abrace seus amigos sempre que os vir, nada une mais duas pessoas do que um bom abraço.
Seja feliz com o que te faz feliz, a felicidade é a coisa mais importante do mundo.
- Dama da Noite
Dance sozinho na rua com seu fone, foda-se os outros, os outros sempre vão julgar você.
Vá em todas as festas que puder, um dia você só será convidado para velórios.
Não se arrependa das coisas que fez, se arrependa por não ter feito o que quis.
Abrace seus amigos sempre que os vir, nada une mais duas pessoas do que um bom abraço.
Seja feliz com o que te faz feliz, a felicidade é a coisa mais importante do mundo.
- Dama da Noite
domingo, 7 de julho de 2013
Leitores
Os anos passam, assim como páginas.
Temos este corpo, duro como uma capa revestida em couro, mas por dentro, somos mais frágeis do que velhas folhas amareladas, que desfazem-se ao toque.
E assim, vamos aprendendo aos poucos que a vida é feita de fragmentos de livros, e não o contrário.
Nascemos no momento que escolhemos qual marcador de página vamos usar;
Alguns são planejados, bem escolhidos. Outros são simplesmente pegados numa velocidade brutal.
Vivemos, enquanto páginas descorrem. Alguns tão rapido que as folhas se rasgam, outros tão devagar que as folhas mal viram.
E no fim, o que importa é como fecharão este livro. Se vamos ser fechados com força e jogados no fundo de um armário, ou se seremos fechado com deliciosa delicadesa, e enfeitaremos para sempre
a cabeceira de cama de um leitor que nos amou por toda uma vida.
E assim, quando aprendermos que vidas são livros, passaremos a ser brilhantes leitores.
- Dedos Azuis
Temos este corpo, duro como uma capa revestida em couro, mas por dentro, somos mais frágeis do que velhas folhas amareladas, que desfazem-se ao toque.
E assim, vamos aprendendo aos poucos que a vida é feita de fragmentos de livros, e não o contrário.
Nascemos no momento que escolhemos qual marcador de página vamos usar;
Alguns são planejados, bem escolhidos. Outros são simplesmente pegados numa velocidade brutal.
Vivemos, enquanto páginas descorrem. Alguns tão rapido que as folhas se rasgam, outros tão devagar que as folhas mal viram.
E no fim, o que importa é como fecharão este livro. Se vamos ser fechados com força e jogados no fundo de um armário, ou se seremos fechado com deliciosa delicadesa, e enfeitaremos para sempre
a cabeceira de cama de um leitor que nos amou por toda uma vida.
E assim, quando aprendermos que vidas são livros, passaremos a ser brilhantes leitores.
- Dedos Azuis
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Prozac
Ela sorriu, mas não era mais forte do que um pé de alface.
Com os anos ele passou a odiá-la, mas nunca a contou.
Com os anos, ela também passou a odiá-lo, e manteve isto em segredo.
Mulheres são mais complicadas do que moscas.
Ela deveria ter continuado dormindo. Era preferível um belo sonho do que um domingo assistindo ao futebol.
Ele nunca deveria ter encontrado o sapato de cristal. Criar um aspecto de amor para simplesmente ser traído meses depois.
Ela nunca deveria ter sido salva daquele dragão, daquela bruxa. Nunca deveria ter descido da torre e acreditado em um falso cavaleiro cavalheiro.
E para todos os outros que ainda acreditam em contos de fadas, comprem uma caixinha de anti-depressivos.
- Dedos Azuis
terça-feira, 25 de junho de 2013
Brilhar
O brilho dos olhos brilha mais que o brilho da faca.
Mas o mundo não brilha. Não mais.
Lusco-fusco, lusco-fusco.
Seu caminhar abafado, e a faca a tilintar.
Lusco-fusco, lusco-fusco.
De repente um sorriso a brilhar, e as estrelas opacas.
O mundo vive, e o opaco brilha. Não mais, não mais.
Lusco-fusco, lusco-fusco.
Sangue brilha a escorrer, e o mundo não vive, jamais.
Meu sangue ou sangue dele?
Lusco-fusco à brilhar.
- Dedos Azuis
terça-feira, 4 de junho de 2013
Notas e Traços de uma Vida
Ela já esteve com ele, mas agora esta com o outro.
E agora tudo está bem, tudo está correto. O coração não pulsa dislexo como antes, disforme como já fora. É algo estável, algo concreto. Algo bom.
Mas existe um abismo tão grande entre o bom e o destino. Entre um roqueiro e um ilustrador.
Com o roqueiro, a vida é contínua, alegre, engraçada. Mas só o ilustrador tem o lápis certo para cada momento, a cor que seu coração deseja para aquele milésimo de segundo.
O roqueiro fará da sua vida um festival de Indy Rock. O ilustrador te pegará pela mão e dançará uma valsa sem melodia, sem som. Uma dança descompassada, porém única.
O roqueiro tem aquele sorriso brilhante, fofo, que cativas mesmo o mais insensível coração. Mas o que ela sempre quis foi um sorriso torto, de um ilustrador cafajeste. Um sorriso de um minuto. Um amor de um minuto. Como o amor de um ilustrador.
Como é possível amar alguém que nos faz chorar? Isto nem ilustrador nem roqueiro saberá responder.
Se devemos amar ao próximo, o amor é uma opção. Então por que não escolher o melhor?
O ilustrador nunca vai ser o melhor para ela. Ele é apenas o que ela precisa.
Mas o roqueiro é a base, a estrutura, o conforto da segurança. É saber que o amanhã andará como deves andar, meticulosamente registrado, detalhadamente construído. O roqueiro verá a vida como a sifra de uma música.
O ilustrador… Ah, o ilustrador. Este é um caso perdido, convenhamos. Discorre por momentos incertos, dias aleatórios, fatos únicos e jamais imaginados. Todos os planos se resumem a felicidade, e seus adornos são improvisos momentâneos. O ilustrador vive a vida como um desenho sem esboço, com erros de nanquim, traços sobre traços, linhas incertas, riscos sem nexos.
E como um coração escolherá o ilustrador? Como, por razão ou emoção, alguém escolherá o ilustrador?
- ninguém nunca amará o ilustrador – disse o ilustrador.
Mal sabia ele que a roqueira o amaria. Mas ele nunca vai ser o melhor para ela. Ele é apenas o que ela precisa.
- Dedos Azuis
E agora tudo está bem, tudo está correto. O coração não pulsa dislexo como antes, disforme como já fora. É algo estável, algo concreto. Algo bom.
Mas existe um abismo tão grande entre o bom e o destino. Entre um roqueiro e um ilustrador.
Com o roqueiro, a vida é contínua, alegre, engraçada. Mas só o ilustrador tem o lápis certo para cada momento, a cor que seu coração deseja para aquele milésimo de segundo.
O roqueiro fará da sua vida um festival de Indy Rock. O ilustrador te pegará pela mão e dançará uma valsa sem melodia, sem som. Uma dança descompassada, porém única.
O roqueiro tem aquele sorriso brilhante, fofo, que cativas mesmo o mais insensível coração. Mas o que ela sempre quis foi um sorriso torto, de um ilustrador cafajeste. Um sorriso de um minuto. Um amor de um minuto. Como o amor de um ilustrador.
Como é possível amar alguém que nos faz chorar? Isto nem ilustrador nem roqueiro saberá responder.
Se devemos amar ao próximo, o amor é uma opção. Então por que não escolher o melhor?
O ilustrador nunca vai ser o melhor para ela. Ele é apenas o que ela precisa.
Mas o roqueiro é a base, a estrutura, o conforto da segurança. É saber que o amanhã andará como deves andar, meticulosamente registrado, detalhadamente construído. O roqueiro verá a vida como a sifra de uma música.
O ilustrador… Ah, o ilustrador. Este é um caso perdido, convenhamos. Discorre por momentos incertos, dias aleatórios, fatos únicos e jamais imaginados. Todos os planos se resumem a felicidade, e seus adornos são improvisos momentâneos. O ilustrador vive a vida como um desenho sem esboço, com erros de nanquim, traços sobre traços, linhas incertas, riscos sem nexos.
E como um coração escolherá o ilustrador? Como, por razão ou emoção, alguém escolherá o ilustrador?
- ninguém nunca amará o ilustrador – disse o ilustrador.
Mal sabia ele que a roqueira o amaria. Mas ele nunca vai ser o melhor para ela. Ele é apenas o que ela precisa.
- Dedos Azuis
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Humanos
Eles botam o dedo na sua cara. Escarram no chão, ignoram qualquer critica construtiva e cospem de volta, em resposta, uma palavra de destruição.
Mas você é forte. Teu ego é inflado. Tua consciência, mesmo em chamas, é tão limpa quanto a mais pura água da mais límpida fonte.
Eles são podres. Não amam a si próprios. Desejam o pior ao próximo.
Mas que porra é essa afinal?
Mas que porra é essa afinal?
Não podemos desliga-los do mundo? Estes seres podres que ecoam pelo solo terreno.
Não amigo, não podemos. Somos apenas espectadores e tem mais, este não é o nosso departamento. O máximo que podemos fazer é observar e dar conselhos. Nada mais, nada menos.
Mas como eu os odeio, Mestre.
Sim, eu também os odeio, meu Subordinado. Mas não há nada que possamos fazer. Esta é a missão que nos foi concedida, assim como àqueles antes de nós.
Malditos humanos.
Sim, malditos sejam.
- Lágrimas de Gasolina
Heinz
Quando Charles nasceu foi uma bela tristeza.
Uma engraçada tragédia, e também uma irônica Catarse.
Sua mãe se desfez em lágrimas de gasolina, enquanto seu pai esmurrou a parede até seus dedos ficarem azuis.
Charles, ó triste Charles, havia nascido com um rubro vermelho tomate no lugar de seu rosto. Isso mesmo, um tomate.
Não havia nariz nem boca, só uma lustrosa leguminosa.
Seus pais tentaram, por um ou dois anos. Tentaram ensinar Charles a ler, a desenhar. Tentaram fazer Charles escrever poesias, ser bom nos esportes, ser inteligente. Tentaram fazer o menino de dois anos aprender a tocar violino. Tentaram ensinar Charles a voar.
Mas Charles não conseguia fazer seus pais orgulhosos.
O fim chega para todos. Para Charles chegou em seus quatro anos.
Cansado de tentar, cansado de frustar seus bastardos fraternos, Chales fez a única coisa útil que estava ao alcance de suas pequenas mãos rosadas.
Charles fez, para seus pais, um pote de molho de Tomate.
- Dedos Azuis
(Nota do Autor: As vezes, cobramos tanto de pessoas que não enxergamos que nossos pedidos, muitas vezes, são inalcançáveis. Não apenas pelas próprias limitações pessoais dos indivíduos, mas por atividades extraordinárias. A cabeça de tomate de Charles nunca atrapalhou nenhuma de suas atividades, só o simples fato de seus pais almejarem realizações fora do patamar de uma criança de 2 anos. Mas ninguém enxerga isso, nem mesmo o próprio Charles.
Somos cegados por nossas limitações, quando na verdade, deveríamos estar olhando para nosso potencial.)
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